
A língua Tupi :
É uma língua arcaica que era falada pelos grupos de povos tupis que habitavam a maior parte do litoral do Brasil no século XVI.
Foram os jesuítas que criaram a representação escrita da língua falada até o final do século XVII, quando foi proibida pelo Marquês de Pombal e substituída pelo português .
A língua tupi também continua presente no cotidiano dos brasileiros através de vários nomes tupis que se encontram na geografia brasileira e nas denominações de vários animais e plantas nativos do Brasil.
Algumas contribuições da língua com influência Tupi foram as palavras : caju, pipoca, mandioca, urubu, arara, jacaré, quati, piranha e pajé.

Palavras de origem indígena
Fauna e flora : Jacu, urubu, seriema, saúva, pium, baiacu, traira, piaba, parati, lambari, piranha, jararaca, sucuri, jabuti, jacaré, jibóia, tamanduá, capivara, jacaré, sagüi, jabuti, quati, paca, cutia, siri, tatu, arara, abacaxi, cajá, mangaba, jenipapo, maracujá, copaíba, embaúba, jacarandá, jatobá.
Localidades: Jacareí( "rio dos jacarés"), Jundiaí ( "rio dos bagres"), Paraíba ( "rio ruim" ), Sergipe ( "no rio dos siris"), Una ( "rio preto "), Boracéia ( "dança"), Itaim ( "pedrinhas"), Jaguariúna ("rio preto das onças), Piracicaba ( "lugar onde chegam os peixes").
Pessoas: Nina ( menina, graciosa, protetora da fertilidade e mares, fogo), Janaina ( protetora do lar, deusa do mar, mãe dos peixes), Thaynara ( estrela, perfeita, iluminada), Aiyra ( aquela que não tem dono, respeitável), Kauê ( homem bondoso, salve, gavião ), Caíque ( ave aquática ), Koda ( amigo, companheiro ), Kenai ( terra plana, urso negro ), Raoni ( chefe, grande guerreiro, onça), Rudá ( divindade do amor ).
Brincadeiras e jogos
As brincadeiras indígenas tem herança do povo originário e serve para divertir as crianças, em algumas até os adultos podem brincar junto !
A peteca:
O nome “peteca” – de origem Tupi e que significa “tapear”, “golpear com as mãos” – é hoje o mais popular entre todos os nomes desse brinquedo tão conhecido no Brasil. O objetivo é tapear sem deixar cair no chão.
Ainda hoje muitas pessoas aguardam o tempo das colheitas para elaborar seus brinquedos. Com as palhas do milho trançam diferentes amarras e laços e criam petecas de vários formatos.
A corrida do Saci :
a corrida é feita com uma perna só. Traça-se com um giz ou mesmo na areia, uma linha para indicar a chegada, e outra, a partida.
Assim, todos os jogadores permanecem atrás da linha de partida. Quando for dado o sinal, todos devem correr com uma perna só até a linha de chegada.
Cabo de guerra:
para brincar de cabo de guerra é necessário dividir de maneira igual o número de participantes. Faz-se um risco no chão e cada grupo segura a corda de um lado.
Quando começar, a ideia é fazer com que os adversários ultrapassem a linha do chão. Para isso, utiliza-se bastante força para puxar a corda. O grupo vencedor é aquele que conseguiu puxar com maior força e trazer o grupo de adversários para perto.
Arco e flecha :
Fazemos nosso arco e flecha com qualquer tipo de material só para brincar e aprender a lançar flecha, o mais difícil é colocar a pena da ponta da flecha para voar bem. Nós acompanhamos nossos pais durante a pescaria, também pescamos sozinhos na beira do rio, mas na caçada nós não vamos, porque é difícil acompanhar.
Nós fazemos campeonato de arco e flecha para saber quem é o melhor no lançamento de flecha. Foram as palavras das crianças do povo Yudja, da aldeia Tuba Tuba do Parque Indígena do Xingu, no Mato Grosso.
Arranca mandioca :
“Para a brincadeira arranca mandioca não é necessário nenhum objeto, embora faz-se necessário ter alguma árvore perto para começar a diversão. Assim, sentada no chão, a primeira criança segura a árvore e as outras vão se encaixando e segurando o colega da frente.
Uma criança é escolhida para ficar em pé e nomeada a “colhedora de mandioca”. A ideia é ir “puxando” cada uma para fora, até que a criança que está agarrada à outra, solte as mãos de quem está na frente. O objetivo é tentar tirar todos e, para isso, retira-se um a um da fila.”
Jogo da onça:
Nesse jogo traça-se um tabuleiro podendo ser no chão ou desenhado numa cartolina. As peças podem ser pedrinhas, sementes ou tampinhas. 1 peça será a onça e as outras 14 peças serão os cachorros. O objetivo do jogo é capturar 5 cachorros (para quem está jogando com a onça) ou encurralar a onça (para quem está jogando com os cachorros).
